Classificação racional dos fármacos anti-TB

Um esquema de tratamento para a tuberculose com possibilidade de ser eficaz, considerando qualquer padrão de resistência, deve obedecer à combinação de vários fármacos com capacidade bactericida e esterilizante (essenciais) e fármacos com ação protetora contra a seleção de bacilos resistentes (acompanhantes). É estratégica a combinação de fármacos essenciais com diferentes mecanismos de ação sobre o bacilo, conforme mostra a figura a seguir.

Figura 4 – Mecanismos de ação dos fármacos anti-TB (esquema sintético)
Fonte: Brasil (2019).

A indicação de esquemas padronizados no país, considerando a potência bactericida e esterilizante, a tolerabilidade, o custo x efetividade, a facilidade de aquisição e a vigilância epidemiológica, é estratégica, pois uniformiza a recomendação para diversas realidades de um país com dimensões continentais e realidades de organização do sistema de saúde diversas, além de facilitar a gestão de medicamentos.

Atenção!
Entretanto, em muitas situações particulares os esquemas padronizados não devem ser usados, sendo necessária a elaboração de esquemas individualizados. Por isso, é primordial o conhecimento de cada medicamento disponível para fazer as combinações mais acertadas.

​O quadro a seguir mostra a relação dos fármacos essenciais e acompanhantes disponíveis no país.

Quadro 2 – Fármacos essenciais e acompanhantes
Fármacos essenciais: capacidade bactericida e esterilizante

Isoniazida (H)

Rifampicina (R)

Pirazinamida (Z)

Fluoroquinolonas (Lfx/Mfx)

Linezolida (Lzd)

Bedaquilina (Bdq)

Delamanida (Dlm)

Aminoglicosídeos (S/Am)

Clofazimina (Cfz)

Carbapenêmicos (Imp/Mpn)

Etionamida (Et)

Fármacos acompanhantes: ação protetora aos essenciais contra a resistência adquirida

Etambutol (E)

Terizidona (Trd)

Ácido paraminossalicílico (PAS)

Fonte: Elaboração dos autores com base em Brasil (2019, 2021); Donald e Helden (2011); Fraga e Caminero Luna (2011); World Health Organization (2020).

A composição do esquema de tratamento individualizado deve considerar as características da pessoa doente: comprometimento do estado geral; comorbidades; possibilidade de interações medicamentosas; condições psicossociais; situações especiais etc.​

A seguir, apresentamos as principais características desses fármacos. Você pode clicar nos botões para consultá-las – lembre-se de retornar a este ponto sempre que precisar acessar os dados mais detalhadamente.

a) Fármacos essenciais

Isoniazida (H) – Hidrazida do ácido isonicotínico

Isoniazida (H)
Informação geral do fármaco

É o fármaco mais importante no início do tratamento, sendo o de maior poder bactericida precoce, especialmente eficaz sobre a grande população bacilar em multiplicação geométrica intracavitária e extracelular. O efeito dessa grande destruição bacilar é a melhora dos sintomas, menos risco de morte do doente e a maior redução do risco de transmissão.

Isoniazida (H)
Mecanismos de ação​

Inibe a síntese de ácido micólico, principal constituinte da parede celular. Fato que explica a sua notável ação bactericida e especificidade sobre o Mtb. Para tanto, necessita da ativação da catalase e peroxidase, enzimas produzidas pelo próprio bacilo. Quando ocorre mutação do gene Kat-G, o bacilo perde a capacidade de produzir essas enzimas e se torna altamente resistente à H.

Isoniazida (H)
Farmacocinética​

Administração via oral com boa absorção e difusão para todos os tecidos do corpo, alcançando níveis terapêuticos tanto nas cavidades quanto dentro das lesões caseosas. A sua concentração sanguínea é 5 a 10 vezes superior à concentração inibitória mínima.

  • A administração associada a alimentos, principalmente aqueles ricos em gordura, reduz a absorção da isoniazida em 57%. Por isso, é recomendado que seja ingerida com estômago vazio.​
  • O uso de antiácidos pode reduzir a absorção em até 20%.​
  • É inativada no fígado, pelo mecanismo da acetilação. A acetilação pode ser lenta ou rápida e, ao que parece, é influenciada pela genética. Os indivíduos de pele branca e negra são acetiladores lentos; já os asiáticos e esquimós, acetiladores rápidos. Tal característica não está associada à maior ou menor toxicidade hepática, mas ao maior risco de subdoses. Portanto, maior risco de seleção de bacilos resistentes, principalmente quando usada em esquemas intermitentes nos acetiladores rápidos.​
Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • inhA (mutação genética de baixo nível)
  • katG (mutação genética de alto nível)
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 5 mg/kg/dia, em tomada única, com o máximo de 300 mg/dia.
  • Altas doses (10 mg/kg/dia a 15 mg/kg/dia) podem ser usadas para compor esquemas individualizados quando há mutação somente ao gene inhA, e não ao katG.​
  • Doses/dia recomendadas por faixas de peso:​

30 a 35 kg

36 a 45 kg

46 a 55 kg

56 a 70 kg

Mais de 70 kg

150 mg

200 mg

300 mg

300 mg

300 mg

Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes e lactantes:

  • Uso seguro durante a gestação e amamentação.
  • A piridoxina deve ser utilizada para prevenir neurotoxicidade no feto.​

Uso em nefropatas:

  • Não há necessidade de ajuste de dose.

Uso em hepatopatas:

  • Não deve ser utilizada, pois pode agravar o dano hepático.
Isoniazida (H)
Interações medicamentosas​

Aumento do efeito farmacológico: fenitoína, diazepam, carbamazepina, teofilina, PAS e insulina.​

Potencialização dos efeitos: paracetamol, varfarina, vincristina e haloperidol.​

Diminuição dos efeitos: prednisolona e cetoconazol.

Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Polineurite periférica
  • Dose dependente.​
  • Competição com coenzimas derivadas da piridoxina (Vitamina B6).​
  • Parestesias nos pés, com sensação de ardência e queimadura, dor ascendente; raramente manifestações motoras, tais como perda dos reflexos rotuliano e aquileu.​
  • Em doses habituais, tais manifestações são raras, exceto em idosos, usuários de bebidas alcoólicas, desnutridos, diabéticos, urêmicos, gestantes, hepatopatas crônicos e portadores de HIV/aids.​
  • Profilaxia com doses baixas de piridoxina (10 mg/dia).​
  • Para tratar a reação, recomenda-se 100 mg/dia a 200 mg/dia de piridoxina, com atenção à possibilidade de inativação da H, pelas altas doses de piridoxina. A dose segura é 50 mg/dia.​
  • Hepatotoxicidade​
  • Provoca aumento das transaminases, transitoriamente.​
  • Pode causar hepatite em 0,5%, quando usada em monoterapia para ILTB, e 2% a 3%, quando usada juntamente com a rifampicina.​
  • Clinicamente pode ocasionar náuseas, vômitos, anorexia, dor em epigástrio e hipocôndrio direito e icterícia.​
  • Eleva a bilirrubina direta e as transaminases.​
  • Recomenda-se suspender o tratamento quando o aumento das transaminases for superior a três vezes do limite superior (com sintomas) ou cinco vezes (sem sintomas).​
  • A TGP é a enzima mais específica de dano hepático.​
  • Costuma aparecer entre a segunda e quarta semana do tratamento.​
  • Também está associada às faixas etárias acima dos 40 anos, usuários de bebidas alcoólicas e hepatopatas prévios.​
  • Reações menos frequentes: anorexia, náuseas, acne, alopecia, amenorreia, alterações neurológicas (dificuldade de concentração, sonolência, perda da memória, neurite óptica, alucinações, psicose e convulsões).
  • Interferem na síntese de algumas vitaminas do complexo B, como o ácido nicotínico, podendo ocasionar pelagra (deficiência de vitamina B3) e síndrome da dor regional (ombro-mão).​
  • Anemia hemolítica, agranulocitose, síndrome similar ao lúpus (sem comprometimento renal).​

Rifampicina (R) – derivado semissintético da rifamicina B

Isoniazida (H)
Informação geral do fármaco

Principal medicamento para a cura e prevenção de recidivas. Com a rifampicina foi possível reduzir o tempo de tratamento para 6 meses. Sua efetividade como bactericida está na rapidez de sua ação, que se inicia poucos minutos depois de ser distribuída. Entretanto, seu principal poder é o esterilizante: atinge subpopulações bacilares nas lesões caseosas e no interior dos macrófagos.

Isoniazida (H)
Mecanismos de ação​
  • Inibição da síntese de DNA do Mtb pela inibição da polimerase.​
Isoniazida (H)
Farmacocinética​

Absorção muito boa por via oral, atingindo níveis sanguíneos 10 a 100 vezes a concentração inibitória mínima. A distribuição se dá juntamente com as proteínas plasmáticas.​

Desacetilada no fígado, eliminada pela bile, reabsorvida, em parte, pelo intestino e, em menor parte, pela urina.​

Quando combinada com alimentos, sua absorção é reduzida em 26%. Por isso, recomenda-se que seja ingerida com estômago​ vazio.​

Evitar o uso de antiácidos.​

A sua penetração no líquor tem apenas de 10 a 20% da concentração plasmática. Quando essencial, avaliar usar doses mais altas.

Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • Mutação única no gene rpoB do Mtb ocasiona resistência a este fármaco.
  • Outros genes com probabilidade de apresentar resistências adicionais: rpoA, rpoC, Rv2752c.
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 10 mg/kg/dia, em tomada única, de preferência com o estômago vazio. Dose máxima de 600 mg/dia.​
  • Doses/dia recomendadas por faixas de peso:​

30 a 35 kg

36 a 45 kg

46 a 55 kg

56 a 70 kg

Mais de 70 kg

300 mg

450 mg

450 mg

600 mg

600 mg

Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes e lactantes

  • Uso seguro durante a gestação e amamentação.

Uso em nefropatas

  • Não há necessidade de ajuste de dose.

Uso em hepatopatas

  • Não deve ser utilizada, pois pode agravar o dano hepático.
  • Avaliar seu uso em esquemas especiais, sem outros medicamentos hepatotóxicos associados.
Isoniazida (H)
Interações medicamentosas​
  • É uma potente indutora de enzimas microssomais hepáticas, relacionadas ao citocromo P-450, levando a aumento da metabolização e redução da meia vida de vários fármacos: corticoides, anticoagulantes cumarínicos, hipoglicemiantes orais, digitálicos, antiarrítmicos, dapsona, ciclosporina, narcóticos, analgésicos (morfina e metadona), fenobarbital, estrogênios, incluindo os anticoncepcionais, além dos inibidores de proteases (antirretrovirais).​
  • A administração de R com cetoconazol diminui a meia vida de ambas.​
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Coloração avermelhada nos fluidos orgânicos
  • Intolerância gástrica
  • Náuseas, anorexia e dor abdominal.
  • Ocorre mais em idosos.
  • Hepatotoxicidade​
  • Em uso isolado, como para ILTB, a frequência é muito baixa, aumentando com o uso combinado à Isoniazida.
  • Pela competição com a conjugação e eliminação da bilirrubina, pode ocorrer icterícia transitória, sem repercussões para o fígado e clínicas. Ocorre pouca elevação das bilirrubinas e fosfatase alcalina (colestase), sem alterações nas transaminases. Evolui para normalização com a continuidade do tratamento.
  • A hepatite se manifesta pela icterícia, acompanhada por sintomas digestivos e elevação das transaminases mais de três vezes do valor normal. Acontece nas primeiras semanas e é menos frequente e intensa em relação à causada pela Isoniazida.
  • Síndrome gripal
  • Ocorre muito raramente e está associada ao uso intermitente (irregularidade?). Manifestações de hipersensibilidade aparecendo mais tardiamente (quarto mês), autolimitada, causando febre, artralgia, cefaleia e mal-estar geral.
  • Alterações sanguíneas
  • Púrpura, decorrente de trombocitopenia transitória, causada pela presença de anticorpos dependentes de R no soro.
  • Reações idiossincrásicas
  • Hemólise
  • Nefrite intersticial
  • Glomerulonefrite
  • Insuficiência renal aguda
  • Choque anafilático

Pirazinamida (Z)

Isoniazida (H)
Informação geral do fármaco

A ação da pirazinamida é mais efetiva em meio ácido de lesões inflamatórias agudas e nos lisossomas dos macrófagos, conferindo o seu poder esterilizante. Por essa razão, é difícil medir sua sensibilidade in vitro.

Isoniazida (H)
Mecanismos de ação​
  • O mecanismo de ação da pirazinamida é exercido pelo seu metabólito ativo, o ácido pirazinoico (hidrolisado no fígado), que interfere no metabolismo da nicotinamida do Mtb.
Isoniazida (H)
Farmacocinética​

Com as doses recomendadas, seu nível sérico é bem próximo à concentração inibitória mínima. ​

O alimento e o uso de antiácidos não interferem na sua biodisponibilidade. ​

A sua concentração no líquor é semelhante a do plasma.

Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • A resistência deste fármaco ocorre pela mutação do gene pncA, que codifica a enzima pirazinamidase.
  • Outros genes envolvidos: clpC1, panD, Rv1258c, PPE3S, Rv3236c.
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 25 mg/kg/dia, com dose máxima de 2.000 mg/dia.
  • Doses/dia recomendadas por faixas de peso:​

30 a 35 kg

36 a 45 kg

46 a 55 kg

56 a 70 kg

Mais de 70 kg

1.000 mg

1.000 mg

1.000 a 1.500 mg

1.500 mg

2.000 mg

Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes e lactantes:

  • Uso seguro durante a gestação e amamentação.

Uso em nefropatas:

  • 25 a 35 mg/kg/dose, três vezes por semana

Uso em hepatopatas:

  • Não deve ser utilizada, pois pode agravar o dano hepático.
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Intolerância gástrica
  • Náuseas, anorexia e dor abdominal.​
  • Hepatotoxicidade​
  • Pouco frequente, com as doses recomendadas.
  • São mais vulneráveis os usuários de bebidas alcoólicas e hepatopatas prévios.
  • O dano hepático pode ocorrer nas primeiras semanas de uso.
  • Dos fármacos de primeira linha, é a mais hepatotóxica.
  • Artralgias
  • Interferência no metabolismo das purinas.
  • Compromete tanto as pequenas quanto as grandes articulações.
  • Frequência estimada: 10%.
  • Controlada pela administração de aspirina.
  • Hiperuricemia
  • Inibe a secreção de ácido úrico pelo túbulo renal.
  • Geralmente esse aumento do ácido úrico sanguíneo é assintomático.
  • Raramente pode ocasionar gota. 
  • Fotossensibilidade

Fluoroquinolonas: Levofloxacino (Lfx) e Moxifloxacino (Mfx)

Isoniazida (H)
Mecanismos de ação​
  • Inibição da DNA girase do Mtb.
  • Ambas possuem um ótimo poder bactericida e esterilizante.
  • Lfx: maior poder bactericida
  • Mfx: maior poder esterilizante
Isoniazida (H)
Farmacocinética​

O alimento não interfere na sua biodisponibilidade. O uso de antiácidos interfere de forma importante na sua biodisponibilidade.

  • Lfx: concentração no líquor equivale a 65% da do plasma.
  • Mfx: boa penetração no sistema nervoso central.
Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • Mutações nos genes gyrA e gyrB conferem resistência Lfx e resistência de baixo nível à Mfx.
  • Recomenda-se, nesse caso, solicitar teste de sensibilidade fenotípico para verificar a eficácia do fármaco.
Isoniazida (H)
Posologia​

Lfx:

  • 10 mg/kg/dia a 15 mg/kg/dia (dose alta).
  • 1g/dia quando acima de 46 kg.
  • Doses/dia recomendadas por faixas de peso:​

30 a 35 kg

36 a 45 kg

46 a 55 kg

56 a 70 kg

Mais de 70 kg

750 mg

750 mg

1.000 mg

1.000 mg

1.000 mg

Mfx:

  • 400 mg/dia.

A posologia é a mesma para todas as faixas de peso

  • Considerar a possibilidade de resistência cruzada entre as fluoroquinolonas.
  • Altas doses de moxifloxacino (800 mg) podem ser consideradas para casos de resistência ao Lfx e resistência ao Mfx de baixo nível. Avaliar risco x benefício.
Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes:

  • Usar com cautela, quando essencial

Uso em lactantes:

  • Usar com cautela, quando essencial

Uso em nefropatas:

  • Lfx: três vezes por semana
  • Mfx: nenhum ajuste é necessário

Uso em hepatopatas:

  • Pode ser utilizada
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Alterações digestivas (raras): anorexia, náuseas, vômitos e dor abdominal
  • Alterações neurológicas (raras): tontura, ansiedade, cefaleia e convulsões
  • Alterações articulares: artralgias e tendinites
  • Prolongamento do intervalo QT no ECG (bradiarritmia / torsades de pointess / morte súbita)
  • Esse efeito é mais frequente com Mfx do que com Lfx
  • Valor limite para interrupção do esquema: 500 ms (QTc)

Linezolida (Lzd)

Isoniazida (H)
Mecanismos de ação​
  • Inibição da síntese proteica (23S rRNA).
  • Atividade bactericida.
Isoniazida (H)
Farmacocinética​

Biodisponibilidade satisfatória após a administração, tanto por via oral quanto por via endovenosa.​

A sua concentração no líquor equivale a um terço da do plasma.

Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • rplC, rrl
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 600 mg/dia.
  • Apresentações em comprimidos e solução injetável.
  • A posologia é a mesma para todas as faixas de peso.
Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes:

  • Não recomendado, pela limitação dos dados

Uso em crianças:

  • Pode ser usada em crianças acima de três anos de idade​

Uso em nefropatas:

  • Nenhum ajuste é necessário

Uso em hepatopatas:

  • Pode ser utilizada
Isoniazida (H)
Interações medicamentosas​

Certos medicamentos podem causar a síndrome serotoninérgica, que consiste num aumento da atividade da serotonina no sistema nervoso central, podendo afetar o sistema neuromuscular e causar morte.

  • Inibidores de serotonina (fluoxetina e paroxetina)
  • Antidepressivos tricíclicos (amitriptilina e nortriptilina)
  • Inibidores da monoamino oxidase
  • Meperidina
  • Bupropiona

Os sintomas mais comuns da síndrome serotoninérgica surgem nas primeiras 24 horas e normalmente incluem: ansiedade; irritabilidade; espasmos musculares; confusão e alucinações; tremores; arrepios; náuseas e diarreia; aumento da pressão arterial e batimentos cardíacos; dilatação das pupilas.​

Em casos mais graves e se não for tratada urgentemente, a síndrome serotoninérgica pode dar origem a sintomas mais graves, como batimentos cardíacos irregulares, perda da consciência, convulsões, coma e morte.​

Avaliar o risco x benefício da associação medicamentosa, caso não se possa substituir a linezolida. ​

Em casos mais graves, se não for tratada urgentemente, a síndrome serotoninérgica pode dar origem a sintomas mais severos, como batimentos cardíacos irregulares, perda da consciência, convulsões, coma e morte.​

Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Diarreia
  • Cefaleia
  • Náuseas
  • Mielossupressão
  • Neurotoxicidade (periférica e óptica)
  • Pancreatite
  • Acidose lática

Bedaquilina (Bdq)

Isoniazida (H)
Administração

O medicamento é mais bem absorvido com alimentos.

Isoniazida (H)
Farmacocinética​
  • Inibe a síntese de ATB.
  • Tem poder bactericida e esterilizante.
  • É metabolizada pelo sistema enzimático citocromo P450, no fígado.
  • Se utilizada em conjunto com outros fármacos que induzem ou inibem esse sistema pode ter seus níveis sanguíneos afetados.
  • Indutores (diminuição da biodisponibilidade da Bdq): Efavirenz, Rifamicinas, Fenitoína, Carbamazepina e Fenobarbital.
  • Inibidores (aumento da biodisponibilidade da Bdq): Ritonavir, Itraconazol, Fluconazol e Claritromicina.
  • Possui meia-vida longa (cinco a seis meses): efeito pós-utilização. É eliminada principalmente nas fezes.
  • Não há dados disponíveis sobre a sua penetração no sistema nervoso central.
Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • pepQ, Rv0678, mmpL5, mmpS5, atpE
  • Rv1979c
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 400 mg/dia durante 14 dias, seguido de 200 mg três vezes na semana durante 22 semanas (total 24 semanas).
  • Não é recomendado que seja utilizado por tempo superior a seis meses.
  • A posologia é a mesma para todas as faixas de peso.
Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes:

  • Usar com cautela, quando essencial

Uso em crianças:

  • Pode ser usada em crianças acima de seis anos de idade

Uso em nefropatas:

  • Nenhum ajuste é necessário

Uso em hepatopatas:

  • Pode ser utilizada

Usar com cautela em pacientes portadores de doenças hepáticas severas, avaliando o benefício x risco.

Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Intolerância digestiva: náuseas, vômitos, dor abdominal
  • Artralgia
  • Cefaleia
  • Menos frequentes são o prolongamento do intervalo QT no ECG. Uso criterioso nas seguintes situações:
  • História de torsades de pointes.
  • Síndrome do QT longo congênito.​
  • Bradiarritimias.​
  • Hipotireoidismo.​
  • Insuficiência cardíaca descompensada.​
  • Alterações dos eletrólitos (níveis séricos abaixo do limite normal). Monitorar o paciente com eletrocardiogramas seriados, a partir de um registro antes do início do tratamento, com frequência mensal, se possível.​
  • Aumento de aminotransferases
  • Pancreatite
  • Hiperuricemia​

Delamanida (Dlm)

Isoniazida (H)
Mecanismo de ação

O medicamento é mais bem absorvido com alimentos.

  • Inibe a biossíntese de ácido micólico da parede celular.
  • Tem poder bactericida e esterilizante.​
Isoniazida (H)
Farmacocinética​

Sua via metabólica não é completamente conhecida, porém sabe-se que a albumina plasmática e a via CYP3A regulam seu metabolismo. Nesse sentido, deve ser evitado com fortes indutores do CYP3A (rifampicina, carbamazepina), pois reduzem os níveis sanguíneos da delamanida. Baixos indutores dessa via não alteraram suas concentrações. Medicamentos inibidores da via CYP3A (ritonavir, cetoconazol, amitriptilina, amiodarona, anlodipina) podem aumentar os níveis sanguíneos da delamanida, necessitando de um monitoramento mais frequente do ECG. Delamanida não altera os níveis sanguíneos dos antirretrovirais: TDF, efavirenz, dolutegravir ou raltegravir.

Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • Fgd1, ddn, fbiA, fbiB, fbiC, Rv2983.
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 100 mg, de 12 em 12 horas, durante 24 semanas.
  • A posologia é a mesma para todas as faixas de peso.​

Se houver necessidade de prolongar o uso para além dos seis meses, discutir a indicação com a equipe de validadores.​

Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes:

  • Usar com cautela, quando essencial

Uso em crianças:

  • Pode ser usada em crianças acima de três anos de idade​

Uso em nefropatas:

  • Nenhum ajuste é necessário

Uso em hepatopatas:

  • Pode ser utilizada
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Intolerância digestiva: náuseas, vômitos
  • Tonturas
  • Prolongamento do intervalo QT no ECG​

Aminoglicosídeos: Estreptomicina (S) e Amicacina (Am)

Isoniazida (H)
Mecanismo de ação
  • Inibe a síntese proteica, pois combina-se com os ribossomos do Mtb, determinando uma leitura deficiente do código genético.
  • A eliminação se dá pela filtração glomerular, requerendo ajuste de dose nos idosos e nefropatas.​
Isoniazida (H)
Farmacocinética​

Têm propriedades bactericidas pelas suas atuações em locais com pH neutro ou alcalino, sendo muito efetivas nas populações bacilares intracavitárias e extracelulares. Por esse motivo, não possuem atividade esterilizante.​

Com as doses recomendadas, os níveis séricos são bem próximos a concentrações inibitórias mínimas.

Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​

As mutações que conferem resistência bacilar a este fármaco ocorrem nos genes rrs, eis e rpsL.​

Outros genes envolvidos:

  • S: gid, whiB7, Rv1258c, whiB6
  • Am: whiB7, whiB6, ccsA, fprA, aftB​
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 1 g IM de duas a três vezes por semana.
  • Metade da dose nos pacientes acima de 50 anos e naqueles com menos de 50 kg.
  • Pacientes acima de 59 anos: 10 mg/kg/dia, com o máximo de 750 mg/dia.
  • Doses/dia recomendadas por faixas de peso:

30 a 35 kg

36 a 45 kg

46 a 55 kg

56 a 70 kg

Mais de 70 kg

500 mg

500 a 750 mg

750 a 1.000 mg

1.000 mg

1.000 mg

Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes:

  • Não recomendado (surdez congênita)

Uso em lactantes:

  • Pode ser usada durante a amamentação

Uso em nefropatas:

  • 12 a 15 mg/kg/dose, três vezes por semana

Uso em hepatopatas

  • Pode ser utilizada

Usar com cautela em pacientes com doença hepática severa, pois pode progredir para síndrome hepatorrenal.​

Isoniazida (H)
Interações medicamentosas​

O uso combinado com diuréticos de alça (furosemida) aumenta o risco de ototoxicidade.

Isoniazida (H)
Contraindicações​
  • Gravidez.​
  • Insuficiência renal severa.
  • Miastenia gravis (pela inibição da placa motora).​
Isoniazida (H)
Reações adversas​

Ocorre concentração maior em alguns tecidos.

  • Dano vestibular (permanente)
  • Dose dependente.
  • Aumenta o risco com a idade.
  • Transtorno do equilíbrio (vertigem).
  • Dano ao oitavo par craniano (ramo auditivo)
  • Muito raro.
  • Mais frequente nos extremos das faixas etárias.​
  • Monitorar a função auditiva, com audiometria, preferencialmente.​
  • Nefrotoxicidade
  • Dano aos túbulos proximais dos rins: albuminúria, cilindrúria e uremia. ​
  • Monitorar a função renal mensalmente, ou com maior frequência, em caso de doenças renais e hepáticas.​
  • Alterações hematológicas
  • Anemia hemolítica e aplástica, agranulocitose e trombocitopenia. ​
  • Neuromusculares
  • Bloqueio da placa motora, induzida por procedimentos anestésicos com derivados cumarínicos.
  • Parestesia peribucal e tonturas
  • Ocorre nas primeiras semanas.
  • Consequência da inibição da histaminase.​
  • Controle pela redução da dose ou uso de anti-histamínicos.​
  • Alterações hematológicas
  • Anemia hemolítica e aplástica, agranulocitose e trombocitopenia. ​
  • Neuromusculares
  • Bloqueio da placa motora, induzida por procedimentos anestésicos com derivados cumarínicos. ​
  • Parestesia peribucal e tonturas
  • Ocorre nas primeiras semanas.
  • Consequência da inibição da histaminase.
  • Controle pela redução da dose ou uso de anti-histamínicos.​

Clofazimina (Cfz)

Isoniazida (H)
Mecanismo de ação
  • Inibe a síntese de proteínas e desestabiliza a membrana celular.
  • Tem ação bactericida e esterilizante contra bacilos intra e extracelulares.
Isoniazida (H)
Farmacocinética​
  • Alimentação com teor gorduroso facilita a sua absorção.
  • Metabolizada parcialmente no fígado, eliminada pela bile, não absorvida pelo intestino​.
  • Não há dados disponíveis sobre a sua penetração do sistema nervoso central.​
Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • pepQ, Rv0678, mmpLS, mmpS5​
  • Rv1979c​
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 5 mg/kg/dia​
  • A posologia é a mesma para todas as faixas de peso: 100 mg/dia​
Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes

  • Não recomendado

Uso em lactantes

  • Não recomendado

Uso em nefropatas

  • Nenhum ajuste é necessário​

Uso em hepatopatas

  • Não recomendado
Isoniazida (H)
Interações medicamentosas​

O uso combinado com diuréticos de alça (furosemida) aumenta o risco de ototoxicidade.

Isoniazida (H)
Contraindicações​
  • Gravidez
  • Lactação​
  • Hepatopatia severa​
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Manifestações gastrointestinais
  • Hiperpigmentação cutânea e em outros fluidos corporais​
  • Fotossensibilidade​
  • Ressecamento da pele, prurido, rash, ictiose e xerose​
  • Prolongamento do intervalo QT no ECG​

Carbapenêmicos – Meropenem (Mpa) ou Imipenem (Imp)

Isoniazida (H)
Informação geral do fármaco

Tem moderada ação bactericida e boa ação esterilizante contra bacilos intra e extracelulares.

Isoniazida (H)
Mecanismo de ação
  • Inibe a síntese da parede celular do Mtb.
  • Tem ação bactericida moderada e boa ação esterilizante contra bacilos intra e extracelulares. ​
Isoniazida (H)
Farmacocinética​
  • Mecanismo de resistência relacionado às enzimas betalactamases. Por essa razão, se associa o ácido clavulânico, por causa da possível inativação pelas betalactamases produzidas pelo Mtb. ​
  • Meropenem + clavulanato é a melhor associação.​
  • Tem boa a penetração no sistema nervoso central.​
Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​

Não identificados.​

Isoniazida (H)
Posologia​
  • 1g de 8 em 8 horas ou 1,5 g de 12 em 12 horas EV.
  • 125 mg de clavulanato de 8 em 8 horas ou de 12 em 12 horas​
  • Tempo de uso não estabelecido, assim como a sua toxicidade por longo período de uso. Idealmente deve ser mantido na primeira fase do tratamento, até negativação da cultura.​
Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes

  • Não recomendado, pois não há informações da sua segurança.​

Uso em lactantes

  • Não recomendado

Uso em nefropatas

  • 750 mg 12/12h (clearance de creatinina entre 20-40 ml/min) e 500 mg 12/12h (clearance de creatinina menor que 20 ml/min)​

Uso em hepatopatas

  • Usar com cautela. Foi observada alteração da função hepática em 6% dos pacientes.​
Isoniazida (H)
Interações medicamentosas​

O etambutol exerce um efeito sinérgico (in vitro) na diminuição da concentração inibitória mínima para a ação do clavulanato. Essa sinergia está presente mesmo para cepas resistentes ao E.​

Avaliar individualmente o uso do E. em conjunto com meropenem + clavulanato.​

Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Intolerância digestiva
  • Reações de hipersensibilidade
  • Convulsões
  • Toxicidade hepática e renal

Etionamida (Et)

Isoniazida (H)
Mecanismo de ação
  • Inibe a síntese dos ácidos micólicos, componentes da membrana celular do Mtb.
Isoniazida (H)
Farmacocinética​
  • Administração via oral. Com as doses recomendadas, os níveis séricos são bem próximos às concentrações inibitórias mínimas.
  • O alimento e o uso de antiácidos não interferem na sua biodisponibilidade.
  • A concentração no líquor é semelhante à do plasma.
Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • A alteração genética que confere resistência bacilar à Et é a mutação no gene inhA, gerando resistência cruzada com a H, de baixo nível.
  • Outras mutações envolvidas: mshA, ethA, ethR, Rv3083, ndh.
Isoniazida (H)
Posologia​
  • Posologia: 15 mg/kg/dia
  • Doses/dia recomendadas por faixas de peso:

30 a 35 kg

36 a 45 kg

46 a 55 kg

56 a 70 kg

Mais de 70 kg

500 mg

500 mg

750 mg

750 mg

1.000 mg

Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes

  • Contraindicado

Uso em lactantes

  • Não recomendado

Uso em nefropatas

  • Nenhum ajuste é necessário​

Uso em hepatopatas

  • Não recomendado​
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Intolerância digestiva (muito frequente): anorexia, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e sabor metálico
  • O uso de protetor gástrico e sintomáticos são indicados desde o início do uso do fármaco​
  • Hepatotoxicidade​
  • Alterações neurológicas: reações psicóticas, alucinações e depressão​
  • Alterações menstruais
  • Ginecomastia​
  • Impotência
  • Acne
  • Hipotireoidismo​

b) Fármacos Acompanhantes

Etambutol (E)

Isoniazida (H)
Informação geral do fármaco

Bacteriostático com pouco poder bactericida e esterilizante. Sua função central é proteger os principais fármacos (H e R) contra a​ seleção de bacilos resistentes.

Isoniazida (H)
Mecanismo de ação
  • Inibe a biossíntese da parede celular, afetando o processo de formação dos arabinogalactanos, interferindo indiretamente na síntese dos ácidos micólicos.
Isoniazida (H)
Farmacocinética​
  • A administração associada a alimentos reduz sua absorção em 16%.
  • O uso de antiácidos também pode reduzir a absorção em até 28%.

Por isso, é recomendado que seja ingerido com estômago​ vazio.​

Depois de absorvido, alcança os níveis terapêuticos muito próximo da concentração inibitória mínima. É distribuído muito​ rapidamente para os tecidos.​

A sua eliminação se dá em 80% pelos rins (filtração glomerular e excreção tubular).

Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • embA, embB, embC
  • embr, ublA
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 15 mg/kg/dia a 20 mg/kg/dia, com dose máxima de 1.200 mg/dia.
  • Doses/dia recomendadas por faixas de peso:

30 a 35 kg

36 a 45 kg

46 a 55 kg

56 a 70 kg

Mais de 70 kg

800 mg

800 mg

800 a 1.200 mg

1.200 mg

1.200 mg

Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes e lactantes

  • Uso seguro durante a gestação e amamentação.

Uso em nefropatas

  • 15 a 25 mg/kg/dose, três vezes por semana.

Uso em hepatopatas

  • Pode ser usado normalmente.
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Neurite óptica retrobulbar (dose dependente; efeito pouco frequente)
  • Diminuição da acuidade visual (comprometimento das fibras periféricas do nervo óptico)​
  • Visão turva​
  • Pseudo daltonismo
  • Cegueira
  • Hiperuricemia e gota (muito raramente)​

Terizidona (Trd)

Isoniazida (H)
Informação geral do fármaco

Bacteriostático com pouco poder bactericida e esterilizante. Sua função central é proteger os principais fármacos (H e R) contra a​ seleção de bacilos resistentes.

Isoniazida (H)
Mecanismo de ação
  • Inibe a síntese de peptidoglicanas da parede celular do Mtb.​
Isoniazida (H)
Farmacocinética​
  • A administração associada a alimentos reduz a sua absorção em 30%. Por isso, o recomendado é que seja ingerido com estômago vazio.​
  • Os antiácidos não alteram a sua biodisponibilidade.​
  • Com as doses recomendadas, os níveis séricos são bem próximos às concentrações inibitórias mínimas.
  • A concentração do líquor é semelhante à do plasma.​
  • É eliminada por via renal.​
Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • Não identificado.​
  • Não há padrão confiável para diagnóstico fenotípico e genotípico de resistência.​
  • Considerar o histórico de uso de medicamentos para avaliar a sua indicação na composição do esquema.​
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 10 mg/kg/dia a 15 mg/kg/dia
  • Doses/dia recomendadas por faixas de peso:

30 a 35 kg

36 a 45 kg

46 a 55 kg

56 a 70 kg

Mais de 70 kg

500 mg

500 mg

500 mg

750 mg

750 mg

Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes

  • Usar com cautela, quando essencial​

Uso em lactantes

  • Usar com cautela, quando essencial

Uso em nefropatas

  • 250 mg/dose diariamente ou 500 mg/dose três vezes por semana​.

Uso em hepatopatas

  • Pode ser usado normalmente.
Isoniazida (H)
Contraindicações​
  • Portadores de transtornos mentais e epilepsia​
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Alterações neuropsiquiátricas
  • Cefaleia, tontura, insônia, excitação
  • Confusão mental e mudanças de personalidade
  • Convulsões​
  • Psicose e depressão grave​
  • Pensamento suicida

Considerar o uso profilático de Piridoxina, para evitar o surgimento de reações adversas, inclusive se usada em gestantes e lactentes.

  • Alterações cutâneas (erupções liquenoides e Sd Stevens-Johnson)
  • Neuropatia periférica

Ácido paraminossalicílico (PAS)

Isoniazida (H)
Informação geral do fármaco

Tem pouco poder bactericida e esterilizante. Ação bacteriostática.​

Devido à baixa tolerabilidade, seu uso fica restrito à composição de esquemas terapêuticos, sendo uma das últimas opções de escolha.

Isoniazida (H)
Mecanismo de ação
  • Inibe a síntese de ácido fólico e da absorção do Ferro no Mtb.
Isoniazida (H)
Farmacocinética​
  • Atualmente, na sua formulação ácida, em microgrânulos revestidos, são mais bem tolerados, mas precisam ser ingeridos diluídos em meio ácido (iogurte, sucos cítricos), para que somente no intestino possa ser absorvido sem prejuízo na sua concentração sanguínea.​
  • Essa formulação requer que seja conservado em refrigeração a 4oC.
  • Não tem penetração efetiva no sistema nervoso central.​
Isoniazida (H)
Genes associados à resistência​
  • Mutação genética envolvida no desenvolvimento da resistência: gene thyA.
Isoniazida (H)
Posologia​
  • 150 mg/kg/dia.
  • A posologia é a mesma para todas as faixas de peso: 8g/dia.​
Isoniazida (H)
Situações especiais​

Uso em gestantes

  • Usar com cautela, quando essencial​

Uso em lactantes

  • Usar com cautela, quando essencial

Uso em nefropatas

  • 4g/dose, duas vezes ao dia

Uso em hepatopatas

  • Usar com cautela, pois há risco de 0,5% de dano hepático
Isoniazida (H)
Reações adversas​
  • Intolerância digestiva (frequente): anorexia, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal
  • Hepatotoxicidade
  • Reações de hipersensibilidade​
  • Hipotireoidismo, especialmente quando associado à Et​

Os fármacos utilizados para os esquemas de tratamento para tuberculose resistente foram apresentados pela Organização Mundial da Saúde em grupos, por ordem de prioridade.

Quadro 3 – Classificação dos medicamentos para esquemas de TB resistente
Grupo Medicamento Abreviatura Atuação

Grupo A

Levofloxacino ou Moxifloxacino

Lfx – Mfx

Essencial

Bedaquilina

Bdq

Essencial

Linezolida

Lzd

Essencial

Grupo B

Clofazimina

Cfz

Essencial

Terizidona

Trd

Acompanhante

Grupo C

Etambutol

E

Acompanhante

Delamanida

Dlm

Essencial

Pirazinamida

Z

Essencial

Imipenem ou Meropenem

Imp – Mpn

Essencial

Amicacina ou Estreptomicina

Am – S

Essencial

Etionamida

Et

Essencial

Ácido paraminossalicílico

PAS

Acompanhante

Fonte: World Health Organization (2022).

Recomendações para elaboração de esquemas individualizados

Da seleção e composição dos medicamentos

Duração do tratamento

Observações

Atenção!

Para indicar esquemas com Bdq e Dlm, enviar e-mail para tuberculose@saude.gov.br com as seguintes informações:

  • Nome completo do paciente; 
  • Número da notificação do caso no Sistema de Informação dos Tratamentos Especiais da Tuberculose (SITE-TB);
  • Justificativa para a necessidade de utilização dos medicamentos em conjunto, assim como o esquema completo de tratamento proposto.