Módulo 3Avaliação do sistema de abastecimento de água

Introdução

Neste módulo, você dará o primeiro passo prático para desenvolver um Plano de Segurança da Água (PSA), que é avaliar o sistema de abastecimento de água. Essa é a fase mais complexa, pois a partir dela serão identificados os perigos e eventos perigosos, para que sejam estabelecidas as medidas de controle. Para isso, é fundamental conhecer detalhadamente o sistema em questão, desde a captação até o uso final da água, mapeando pontos vulneráveis que possam comprometer sua qualidade.

Ao longo das próximas semanas, você aprenderá a descrever o sistema de abastecimento de água, identificar os perigos e eventos perigosos e desenvolver uma matriz de avaliação de riscos. Esse processo permitirá uma visão abrangente e crítica do sistema, contribuindo para a implementação de ações preventivas e corretivas necessárias para garantir a qualidade da água distribuída à população.

Descrição do sistema de abastecimento de água

Parte integrante do PSA, a descrição deve conter todas as informações sobre o sistema. Na hipótese de a empresa já ter uma documentação elaborada, ela deve ser revista, percorrendo-se todo o sistema, conferindo as informações existentes e complementando-as, caso sejam detectados novos elementos.

Fonte: Freepik

A descrição deve conter informações sobre os pontos do sistema que são vulneráveis a eventos perigosos, os tipos de perigos importantes e as medidas de controle já existentes ou as que devam ser propostas. A descrição resultante do percurso realizado e da documentação revisada deve conter informações sobre a microbacia, características da tomada d’água, pré-tratamento, tratamento, armazenamento, sistema de distribuição, entre outras informações consideradas necessárias, adequadas ao sistema de fornecimento de água, objeto do PSA.

Feltmann (2023, p. 137).

Para compreender melhor como é feita a descrição, veja a seguir um exemplo de sistema de abastecimento de água. Perceba como esse documento está detalhado. Quanto mais dados e informações sobre um sistema, mais preciso será o Plano de Segurança da Água.

A partir desse exemplo, vamos trabalhar as demais etapas do PSA: identificar os perigos e eventos perigosos e elaborar a matriz de avaliação de riscos.

Identificação dos perigos e eventos perigosos

Depois da descrição do sistema, o passo seguinte é registrar os possíveis perigos e eventos perigosos em cada etapa, determinando o nível de risco que eles apresentam. Para isso é importante conhecer bem esses dois conceitos.

Quadro 1 – Exemplos de perigos associados à bacia de captação

Eventos perigosos

Perigos associados

Fenômenos meteorológicos e climáticos

  • Inundação
  • Mudanças rápidas na qualidade da água de alimentação

Agricultura

  • Contaminação microbiológica
  • Pesticidas
  • Nitrato
  • Fertilização com estrume líquido ou sólido –resto de carcaças animais

Indústria (inclusive a localização de indústrias antigas e abandonadas)

  • Contaminação química e microbiológica
  • Possível perda de água de alimentação devido à contaminação

Mineração (inclusive minas abandonadas)

  • Contaminação química
Fonte: Adaptação dos autores com base em OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde; Organização Mundial da Saúde, 2017 apud Feltmann, 2023, p. 138).

No PSA, devem ser identificados, também, os aspectos administrativos que afetam a adequada operação e manutenção do sistema, determinando o risco potencial de cada perigo em cada passo do processo.  

As especificações sanitárias também devem ser observadas, tais como: características das construções, instalações e obras hidráulicas de captação, estações de cloração, tanques de armazenamento, linhas de condução, redes de distribuição, caminhões-pipa para o transporte, distribuição e abastecimento. O descumprimento de algum desses quesitos pode ser definido como perigo associado à infraestrutura, deteriorando a qualidade da água, impedindo o fornecimento para a população ou, ainda, causando danos à saúde.

Feltmann (2023, p. 138).

Fonte: Freepik

A seguir, dois exemplos ilustram perigo e evento perigoso na vida cotidiana. Perceba que eles são descritos de forma associada a uma ocorrência/probabilidade e a uma consequência/gravidade.

Quadro 2 – Exemplos de perigo e evento perigoso na vida cotidiana

Situação

Criança em um recinto no qual há uma janela aberta

Adulto nadando em um rio

Evento perigoso

Criança se pendurar na janela

Banhista ser levado pela correnteza

Perigo

Criança cair da janela

Banhista se afogar

Ocorrência/probabilidade do evento perigoso

  • Altura da janela
  • Presença de uma cadeira ou objeto que permita que a criança alcance o parapeito
  • Ausência de um adulto cuidando da criança
  • Habilidade de nadar do banhista
  • Conhecimento da intensidade da correnteza
  • Outros fatores, como presença de animais

Consequência/gravidade

Gravíssima (morte)

  • Pode ser variada:
  • Baixa (assustar-se e beber água)
  • Grave (se afogar)
Fonte: Elaborado pelos autores.

Veja como o perigo é fácil de ser identificado, mas o evento perigoso depende de uma avaliação que quase sempre é subjetiva e composta por vários fatores.

Elaboração da matriz de avaliação dos riscos

Agora que você já está familiarizado com os conceitos perigo e evento perigoso, vamos aos riscos

A classificação de riscos também é da competência da equipe do PSA. Eles devem ser classificados segundo o seu efeito na capacidade que o sistema tem de fornecer água segura. Os riscos considerados de prioridade menor devem ser monitorados e podem ser minimizados mediante a aplicação de boas práticas. [...] Já os riscos muito altos, além do monitoramento, exigem investimentos urgentes no sistema.  

Em caso de incidente, o serviço de abastecimento de água deve documentar a sua atuação, diligentemente, visto que mais de um perigo pode ser identificado em cada componente do sistema. A priorização e seleção dos que requerem atenção urgente são realizadas em consenso pela equipe do PSA.

Feltmann (2023, p. 139).

A equipe de PSA é responsável pelo desenvolvimento do modelo de avaliação de riscos, que deve ser claro e de simples compreensão para todos, uma vez que será utilizado por diversos atores. Esse documento será utilizado por técnicos da própria empresa de abastecimento de água, bem como por equipes da vigilância da água.

Fonte: Freepik

Cabe ressaltar que o termo probabilidade pode ser usado como sinônimo de ocorrência e o termo gravidade, como sinônimo de consequência. Neste material vamos utilizar ocorrência e consequência.

Para desenvolver o modelo de avaliação de riscos, a equipe de PSA deve definir níveis de ocorrência, níveis de consequência e atribuir pontuação a cada um deles. Um modelo de avaliação de riscos complexo pode ter muitos níveis de ocorrência e consequência, desde que seja de fácil compreensão por todos os profissionais envolvidos. Aqui vamos exemplificar com um modelo simples, de cinco níveis:

Quadro 3 – Descrição da ocorrência

Descrição da ocorrência

Pontuação

Quase certo

5

Muito frequente

4

Frequente

3

Pouco frequente

2

Raro

1

Fonte: Elaborado pelos autores.
Quadro 4 – Descrição da consequência

Descrição da consequência

Pontuação

Muito grave

16

Grave

8

Moderada

4

Baixa

2

Insignificante

1

Fonte: Elaborado pelos autores.

Uma vez que a equipe de PSA tenha classificado os riscos e atribuído pontuação para a ocorrência e consequência de cada um deles, é hora de calcular o risco. O risco é o produto da pontuação atribuída à ocorrência e à consequência.

Considerando o exemplo de descrição de ocorrência e consequência visto anteriormente, desenvolvemos o modelo de classificação de risco apresentado no Quadro 5.

Quadro 5 – Modelo de classificação de risco

OCORRÊNCIA

CONSEQUÊNCIA

Insignificante (1)

Baixa
(2)

Moderada
(4)

Grave
(8)

Muito grave (16)

Quase certo

(5)

Baixo
(5)

Médio
(10)

Alto
(20)

Muito alto (40)

Inaceitável (80)

Muito frequente

(4)

Baixo
(4)

Médio
(8)

Alto
(16)

Muito alto (32)

Inaceitável (64)

Frequente

(3)

Baixo
(3)

Médio
(6)

Médio
(12)

Alto
(24)

Muito alto
(48)

Pouco frequente

(2)

Baixo
(2)

Baixo
(4)

Médio
(8)

Alto
(16)

Muito Alto
(32)

Raro

(1)

Baixo
(1)

Baixo
(2)

Baixo
(4)

Médio
(8)

Alto
(16)

Fonte: Elaborado pelos autores.

Veja a classificação do risco, de acordo com a pontuação:

Inaceitável (52-80)
Risco extremo e não tolerável; necessidade de ação imediata

Muito alto (32-51)
Risco não tolerável; necessidade de atenção extrema

Alto (16-31)
Risco com necessidade de atenção

Médio (6-15)
Risco controlável por meio de procedimentos de rotina

Baixo (1-5)
Risco tolerável, sem necessidade de controle

Todos os riscos devem ser documentados no PSA e submetidos a exame periódico, inclusive se for pouco provável a ocorrência deles e se forem classificados como risco baixo ou médio. É importante considerar que as condições do momento da elaboração inicial do PSA podem sofrer alterações, mudando, assim, a classificação do risco.

A partir do modelo de avaliação definido pela equipe responsável, utilizamos a matriz de avaliação de riscos para facilitar a organização das informações, uma vez que em um sistema de abastecimento de água há muitos perigos que devem ser avaliados. Nessa matriz, os perigos são listados nas colunas e as etapas de avaliação são apresentadas nas linhas.

Ao longo deste módulo, você aprenderá a construir a matriz de avaliação de riscos. Para facilitar o entendimento dos campos que devem ser preenchidos e analisados, a construção será apresentada de forma gradual, em etapas.

Começamos a nossa construção com o Quadro 5, que mostra como os perigos podem ser organizados para que sejam avaliados de forma clara e simples por todos os envolvidos. Neste exemplo, optamos por apresentar três perigos, um para cada etapa do processo. Entretanto, cabe ressaltar que cada etapa pode estar vinculada a vários perigos, e, ao construir uma matriz de avaliação de riscos, é importante considerar todos eles. Esta é a primeira parte da matriz de avaliação de riscos que vamos explorar.

Quadro 6 – Matriz de avaliação de risco: Parte 1
Parte 1
Etapa do processo
[captação, fonte, estação de tratamento etc.]
Evento que introduz um
agente perigoso
("X acontece por causa de Y")
Perigo [microbiológico, químico, físico] Avaliação de risco
Ocorrência? Consequência Pontuação de risco Nível de risco
Captação
Fonte
Contaminação por atividade pecuária no entorno da bacia de captação de água bruta. Microbiológico 4 4 16 muito alto
Distribuição
Armazenagem
Detecção de baixos níveis de cloro em alguns pontos da rede de distribuição. Químico 2 4 16 médio
Usuário Não realização frequente de limpeza da caixa d'água nos domicílios. Microbiológico 4 2 8 médio
Fonte: Elaborado pelos autores.

Nesse exemplo, os perigos foram organizados a partir das fases do abastecimento de água: captação/fonte, distribuição/armazenagem e usuário. Também poderia ser incluída a etapa de tratamento.  A estruturação da matriz de avaliação de riscos dessa forma facilita a análise por parte da equipe do PSA.

Estabelecimento e validação de medidas de controle

Além de determinar os perigos e avaliar os riscos, a equipe do PSA é responsável por documentar as medidas de controle (também chamadas de medidas de correção) existentes e potenciais.

  • Veja alguns exemplos de medidas de controle:
  • Na microbacia: isolamento da fonte de água acima da tomada d’água; controle de cultivos.
  • Na captação: restringir o acesso à captação/poço; utilizar outras fontes de água quando uma fonte estiver afetada por algum perigo.

Todas as medidas de controle devem ser avaliadas periodicamente pela equipe responsável. Dependendo do tipo de medida de controle, a sua eficácia pode ser determinada por uma inspeção às instalações, pela análise das especificações do fabricante ou pelos dados de monitoramento.

Fonte: Freepik

A redução do risco alcançada por cada medida de controle é uma indicação de sua eficácia. Caso a eficácia não seja conhecida no momento da avaliação inicial de riscos, o risco deve ser calculado como se a medida não tivesse funcionado.

A estimativa da eficácia da medida de controle pode ser desafiadora e não suficiente para que tenhamos segurança sobre a qualidade da água. Diante disso, aplicamos o princípio de múltiplas barreiras, que consiste na utilização de várias medidas de controle, estabelecendo procedimentos para prevenir, reduzir, eliminar ou minimizar a contaminação.  

Além de verificar se as medidas de controle existentes e potenciais são eficazes ou não, os riscos devem ser recalculados, considerando-se todas as medidas de controle. Nesse momento, medidas adicionais de correção são estabelecidas e avaliadas, e o processo deve ser feito e refeito até se obter um risco tolerável da qualidade da água. Assim como nas demais etapas do processo, o detalhamento de todas as medidas de controle deve ser documentado pela equipe envolvida.

Cabe ressaltar que, ao avaliar as medidas de controle, não basta apenas analisar o quão eficazes elas são em geral ou no decorrer de um longo período. Também é importante levar em conta a possibilidade de que essas medidas falhem temporariamente ou sejam ineficazes por curtos períodos.

Por exemplo, mesmo que uma medida de controle funcione bem na maior parte do tempo, pode haver momentos específicos em que ela não funcione corretamente, seja por falhas técnicas, falta de manutenção, erro humano ou outros fatores. Esses momentos de falha temporária podem ser críticos, especialmente se ocorrerem em situações de alto risco. Portanto, além de avaliar a eficácia média a longo prazo, também é importante planejar e mitigar as possíveis falhas que podem ocorrer em períodos curtos, pois há risco de elas comprometerem a segurança ou o funcionamento do sistema.

Vamos retomar os exemplos do cotidiano, considerando a avaliação do risco e a medida de controle: 

Quadro 7 – Exemplos de avaliação do risco e medida de controle na vida cotidiana

Situação

Criança em um recinto no qual há uma janela aberta

Adulto nadando em um rio

Avaliação do risco

Inaceitável

Alto

Medida de control

Instalação de rede de proteção na janela

Placa sinalizando perigo de correnteza

Fonte: Elaborado pelos autores.

Que medidas de controle você aplicaria para reduzir ou eliminar o risco de a criança cair da janela? Qual a confiabilidade/eficácia dessas medidas? Uma rede de proteção instalada por um especialista terá, provavelmente, alta confiabilidade, uma vez que o risco será anulado. Retirar do recinto a cadeira que a criança poderia usar para subir na janela é uma medida de controle com um certo nível de risco, pois alguém poderá levar a cadeira de volta para o ambiente, sem ter noção do perigo dessa ação. Ou seja, o perigo pode ser reinserido no recinto.

Já em relação ao banhista, a instalação de uma placa com a informação de perigo de correnteza permite que ele tome a decisão de nadar ou não, a partir das habilidades que tem. Nesse caso, a medida de proteção terá uma boa eficácia, reduzindo o risco para níveis toleráveis.

Agora vamos voltar ao exemplo da matriz de avaliação de risco, adicionando as medidas de controle. Perceba: não basta listá-las, é preciso avaliar se são eficazes, se é necessário adotar algum controle adicional e recalcular o risco.

Para cada risco classificado como alto, muito alto ou inaceitável, é necessário implementar uma medida de controle. Após sua implementação, deve-se avaliar a eficácia dessa medida e, com base nos resultados, a equipe de PSA deve então realizar uma nova avaliação do risco (Quadro 8).

Quadro 8 – Matriz de avaliação de risco: Parte 2
Parte 1 Parte 2
Etapa do processo
[captação, fonte, estação de tratamento etc.]
Evento que introduz um
agente perigoso
("X acontece por causa de Y")
Medidas de controle atuais Esses Controles são eficazes? Avaliação do risco?
Sim Não Até certo ponto Nota de validação (base da decisão sobre a eficácia da medida de controle Ocorrência Consequência Pontuação do risco Nível do risco
Captação
Fonte
Contaminação por atividade pecuária no entorno da bacia de captação de água bruta. Existência de cerca de arame entre o pasto e a área de reservatório de captação X Foram avistados bois pastando dentro da área de captação, sinal de que a cerca de arame foi rompida 3 3 9 médio
Distribuição
Armazenagem
Detecção de baixos níveis de cloro em alguns pontos da rede de distribuição. Dosador de cloro na estação de tratamento de água X A amostragem de cloro na saída da ETA atende os limites especificados, mas ao longo da rede o nível cai abaixo do limite 2 4 8 médio
Usuário Não realização frequente de limpeza da caixa d'água nos domicílios. Não há controle no nível de usuário
Fonte: Elaborado pelos autores.
Quadro 9 – Matriz de avaliação de riscos: Parte 3
Parte 1 Parte 3
Etapa do processo
[captação, fonte, estação de tratamento etc.]
Evento que introduz um
agente perigoso
("X acontece por causa de Y")
É necessário adotar controle adicional Avaliação do risco após medida de controle
Sim Não Caso "sim", indique as medidas de controle propostas (detalhes constarão do plano detalhado de melhorias) Ocorrência Consequência Pontuação do risco Nível do risco
Captação
Fonte
Contaminação por atividade pecuária no entorno da bacia de captação de água bruta. X Estabelecimento de verificação frequente da área de captação e da integridade da cerca. 1 2 2 baixa
Distribuição
Armazenagem
Detecção de baixos níveis de cloro em alguns pontos da rede de distribuição. X Deverão ser adotados Pontos Críticos de Controle ao longo da rede, principalmente nas escolas e hospitais. 1 1 1 baixa
Usuário Não realização frequente de limpeza da caixa d'água nos domicílios. X Os moradores devem realizar a limpeza das caixas com frequência. Fazer campanha de conscientização.
Fonte: Elaborado pelos autores.

Vamos analisar mais especificamente a fase de distribuição/armazenagem, uma vez que no Quadro 6 foi apontado que a medida não era eficaz. Neste caso, é necessário tomar uma medida de controle adicional. No Quadro 9, indicamos que essa medida consiste na verificação da dosagem de cloro nos pontos críticos de controle (PCC), utilizando-se os limites de cloro residual conforme as normas vigentes, na tentativa de minimizar o risco.

A construção de um Plano de Segurança da Água depende diretamente dessas análises e do estabelecimento de medidas de controle eficazes. A matriz de avaliação de riscos é uma ferramenta central nesse processo, uma vez que organiza de maneira clara e objetiva os riscos presentes nas diferentes etapas do sistema de abastecimento de água, ajudando a equipe envolvida a priorizar ações e tomar decisões informadas sobre as medidas de controle necessárias e, assim, garantir a qualidade da água para a população.

Agora é a sua vez de construir uma matriz de avaliação de riscos. Vamos lá?

Atividade 5 - Parte 1

Esta atividade está estruturada em duas partes e o objetivo é a construção de uma matriz de avaliação de riscos em grupo (Parte 1) e um debate em um webencontro (Parte 2).

  • Grupo 1 – Captação de água
  • Grupo 2 – Estação de tratamento de água (ETA)
  • Grupo 3 – Distribuição
  • Grupo 4 – Usuário

Retome a Descrição do sistema de abastecimento de água (SAA) vista no início deste módulo e, junto com o seu grupo, estruture uma matriz de avaliação de risco. Utilize o Template – Matriz de avaliação de risco. Preencha apenas os campos referentes à etapa do processo pela qual seu grupo ficou responsável.

Comece preenchendo os campos referentes à Parte 1 e identifique três eventos que introduzem um agente perigoso e os perigos associados. Preencha também as colunas de avaliação do risco: ocorrência, consequência, pontuação do risco e nível do risco.

Depois disso, preencha a Parte 2. Aqui você terá que indicar as medidas de controle atuais e analisá-las. Debata com seus colegas cada etapa da avaliação do risco. Vocês podem ter percepções diferentes, mas precisam chegar a um consenso.

Acessea Atividade 5 – Parte 1 e envie seu trabalho para o(a) docente a distância.

Todos os integrantes do grupo devem enviar a mesma matriz para o(a) docente a distância.

Esta atividade não termina aqui. Você deverá desenvolver uma apresentação com o seu grupo. Acesse a Atividade 5 – Parte 2 e saiba mais.

Atividade 5 - Parte 2

Prepare uma apresentação com o seu grupo para compartilhar com a turma e com o(a) docente a distância. A apresentação deve conter os principais pontos da matriz de avaliação de risco, trazendo a discussão envolvida no seu desenvolvimento. O que motivou a escolha das medidas de controle e as novas avaliações de risco? Quais são os benefícios e os pontos de atenção?

Vocês terão até 10 minutos para compartilhar com a turma a avaliação dos riscos da etapa do processo pela qual ficaram responsáveis. Ao final, haverá uma plenária para discutir o desenvolvimento da matriz de avaliação de risco com toda a turma.

O dia e o horário do webencontro serão agendados pelo(a) docente a distância.